Saṃyutta Nikāya 38.3

Dhammavadipañha Sutta

Proponentes do Dhamma

Certa ocasião, o Venerável Sariputta estava em Magadha, em Nalakagama. Então, o errante Jambukhadaka foi até o Venerável Sariputta e ambos se cumprimentaram. Quando a conversa cortês e amigável havia terminado, ele sentou a um lado e disse para o Venerável Sariputta:

“Amigo Sariputta, quem são os proponentes do Dhamma no mundo? Quem pratica bem no mundo? Quem são os bem-aventurados no mundo?”

“Aqueles, amigo, que ensinam o Dhamma para o abandono da cobiça, para o abandono da raiva, para o abandono da delusão: eles são os proponentes do Dhamma no mundo. Aqueles que estão praticando para o abandono da cobiça, para o abandono da raiva, para o abandono da delusão: eles estão praticando bem no mundo. Aqueles que abandonaram a cobiça, a raiva e a delusão, cortaram-nas pela raiz, fizeram como com um tronco de palmeira, eliminando-as de tal modo que não estarão mais sujeitos a um futuro surgimento: eles são os bem-aventurados no mundo”

“Mas, amigo, há um caminho, há um meio para o abandono dessa cobiça, para o abandono dessa raiva, para o abandono dessa delusão?”

“Há um caminho, amigo, há um meio para o abandono dessa cobiça, para o abandono dessa raiva, para o abandono dessa delusão.”

“E qual, amigo, é esse caminho, qual é esse meio para o abandono dessa cobiça, para o abandono dessa raiva, para o abandono dessa delusão?”

“Amigo, é o Nobre Caminho Óctuplo; isto é, entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta, concentração correta. Esse é o caminho, amigo, esse é o meio para o abandono dessa cobiça, para o abandono dessa raiva, para o abandono dessa delusão.”

“Excelente é o caminho, amigo, excelente é o meio para o abandono dessa cobiça, para o abandono dessa raiva, para o abandono dessa delusão. E isso é o suficiente, amigo Sariputta, para a diligência.”